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05/06/2012 às 20h20

Dia a Dia - Caram: Todos num só ideal

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Outro dia, encontrando com alguns moradores mais antigos do bairro da Penha, conversamos sobre estas tantas reportagens em relação á iluminação do Campo do Caram. Me pediram para escrever sobre o Caram e sua história. Eu era menino, e posso afirmar: Tudo começou com Padre Caio, na época vigário da Paróquia de N. Sra. da Penha, e com José de Melo, lá nos idos anos de 52.

Os dois treinavam um time de garotos chamado de Cruzadinha, no Campo da Barrinha. Ângelo Jabace (Nacle) morador ali das imediações da Barrinha, sempre assistindo os treinos, com mais alguns desportistas, foi convidado pelos dois dirigentes do Cruzadinha a fundar um time de futebol adulto. O local escolhido foi o “alto da Penha”, e através da Diocese e da Paróquia da Penha, conseguiram o terreno para o campo. A primeira reunião se deu no inicio do ano de 53. Com Padre Caio amigo pessoal do então presidente da Federação Mineira de Futebol Antonio Abrão Caram, fez lhe um convite para vir à Passos e participar da fundação do time, que aconteceu em 9 de Abril de 1953, sendo seu primeiro presidente José Valadão, secretário José de Melo, e Ângelo Jabace tesoureiro. Ainda fizeram parte da primeira diretoria Celso da Força e Luz, Jeso Abreu, Célio Vasconcelos, Juca do Lau (meu pai), Eloi Pereira, Osvaldo Abreu, Selmo Ajeje, o jogador Bolivar Santiago, e como presidente de honra José Figueiredo. Num consenso, resolveram homenagear o mandatário da época do futebol mineiro colocando o nome do time de Antonio Abrão Caram (Caram), que com grandes verbas vindas da Federação e com ajuda de toda gente do bairro trabalhando de voluntários uniram - se torcedores, jogadores e dirigentes no ideal de ver o campo cercado. Água escassa na Penha, caminhões cheios de barris subiam e desciam o bairro, em busca de água do córrego da Barrinha. Enfim, conseguiram cercar o campo, construir vestiário, fazer (creio eu) a primeira quadra de futebol de salão e basquete em Passos, e muitas outras melhorias que davam condições para formar um grande time. Antonio Abrão Caram manteve o time por vários anos com todo material esportivo. Levou o time para jogar na Capital no Independência, contra o time misto do América. O jogo foi radiado e o salão do Papai ficou cheio de gente. No final, 3x2 para o América.

Há pouco tempo atrás, seu filho Antonio Abrão Caram Filho, recebeu meu livro através do amigo Evandro de Pádua Abreu, no qual eu faço referências a seu pai. Desde então me telefonou algumas vezes lá de BH, sempre perguntando pelos amigos de seu pai, manda abraço e fala do desejo de vir a Passos conhecer o Clube. Dirigentes atuais do Caram, vamos rever as atas do Clube, conhecer os dirigentes que o fundaram, creio ser além do Esportivo, o Clube mais velho da cidade. Muitos já se foram, mas muitos estão no meio de nós e merecem ser homenageados: José de Melo, Ângelo Jabace, Bolivar Santiago, Célio Vasconcelos, e em vez de trazer medalhões para a inauguração dos refletores, vamos lembrar dos campeões do primeiro título do time em 54, quando o futebol mexia demais com a cidade, trazendo alegrias e fazendo muita rivalidade, e dos que vestiram a camisa lá no inicio do clube: Rufino, Otto Andrade, Odélio, Tarcélio Santiago, Jairo Roberto e como jogava, Salú, Paulo Andrade, Sabino, Osvaldo Rattis, Desejar, Tunicão, Zé do Bar, Caolho, Hugo, Nate, Norato e tantos outros. Façam uma festa com eles, desfrutem de suas amizades e de suas histórias!

E que o “alto da Penha”, depois de tantos anos, possa ser novamente iluminado, agora pelos holofotes que vão eternizar o brilho que trazemos na memória das histórias do Campo do Caram!

É o tempo passando e a gente “Memoriando”... e até quarta!  

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