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12/07/2013 às 20h04

Artesanato na Alta-Costura de Paris

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Desfile da coleção de Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri. / Divulgação
Desfile da coleção de Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri. / Divulgação

Agência Estado
Flavia Guerra

Delicada, ainda que sensual. Forte, ainda que angelical. Assim é a mulher que desfilou pelos cenários da Semana de Alta-Costura de Paris Outono-Inverno 2013/ 2014, que tomou a capital francesa na semana passada.

A mulher de Valentino, por exemplo, surgiu tão imersa em um ninho de bordados, arabescos, tapeçarias e estampas que mais lembra, como bem observou a modelo russa Natalia Vodianova, um ovo Fabergé.

Em uma coleção inspirada em Elizabeth I, ela surge na passarela desfilando a essência do novo luxo. Algo como a mistura perfeita de discrição e humildade, na valorização do artesanato que cobre cada uma das peças, à elegância de cada corte preciso, de cada material escolhido, como seda, cetim e cashmere.

Diante do trabalho minucioso da dupla Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri, estilistas que substituíram o fundador Valentino Garavani na direção criativa da grife, o próprio criador se rendeu e disse ter ficado emocionado com o desfile de estampas de arabescos, espinha de peixe e com o uso das cores.

A propósito, a homenagem ao patriarca da grife veio ao final, com o uso da cor que sempre foi sua marca, o vermelho, claro. Só que, desta vez, surgiu em tom coral. A perfeita mistura da tradição escarlate com a tendência.

Um ar contemporâneo é necessário ao luxo da alta-costura. E ele chegou interessante à coleção do libanês Elie Saab (um dos estilistas que ocupam os metros quadrados dos tapetes vermelhos do cinema).

A modernidade apareceu no uso criativo do bolso em modelos que evocavam uma atmosfera de baile de princesas. Como sempre, muito brocado, bordado, cristais, tomara que caia, decotes e, claro, cores fortes como o vermelho, dourado, azul-cobalto. Anote, você ainda vai ver vários desses looks no Red Carpet do Oscar 2014.

Quem também quebrou o clássico com um acessório foi a Dior, que fez uso de cintos, assimetrias, técnicas orientais, estampas africanas, combinações nada usuais de tons e texturas.

Um inverno nada mínimo para a grife, que hoje tem o minimalista Raf Simons em seu comando criativo. Prova de que o estilista sabe inovar e, ao mesmo tempo, contar com a ousadia de sua cliente para construir uma nova contemporaneidade. 

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