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    22/08/2013 00h00

    Filho de Alpinópolis

    Por Hilda Mendonça

    “Louvo ao Pai; louvo ao Filho; louvo ao Espírito Santo” pelos dons concedidos a um filho de Alpinópolis, a nossa querida Ventania,( para os íntimos, )pelo talento, desprendimento e incansável trabalho de um de seus ilustres filhos; Iglair Ferreira Lopes, que não poupou esforços, tempo, abnegação e muita dedicação para deixar a sua terra dois grandes legados, o livro que conta a história de Alpinópolis em suas minúcias, livro este indispensável nas bibliotecas escolares da cidade para que as novas gerações conheçam a sua história, o outro legado é o Monte das Oliveiras..

    Quanto ao livro, que não me canso de consultar, Iglair percorreu dioceses, igrejas de Minas e até de São Paulo em busca de detalhes sobre o nascimento de Alpinópolis, muitos desses documentos ele só foi encontrar através das Curias Diocesanas que ainda têm muitas preciosidades conservadas para que a história não se perca nos encalços do tempo. Iglair não viu sua obra publicada, que só foi feita a publicação pelo seu filho e colaborador, Dr. Dimas Ferreira Lopes,após a sua morte..

    Talvez os alpinopolenses, notadamente as autoridades, ainda não se conscientizaram da importância deste livro e mais ainda daquela obra que foi a menina dos seus olhos; O Monte da Oliveiras, que não é apenas um legado a Alpinópolis, pois já não só lhe pertence, mas à humanidade. Vejo as cidades se vangloriando de seus feitos, como é a casa da Flor que a todo momento vemos na TV, e tantas outras e uma obra da grandeza do Monte das Oliveiras, num momento em que o mundo inteiro vive em busca de “turismo religioso”, ali está uma obra de inigualável valor pois outros Iglaires com aquela capacidade, religiosidade e desprendimento, não são fáceis de encontrar. Ali não é uma obra que nasceu do dia para a noite, mas é o fruto de pesquisa, meditação, trabalho e fé, para entregar à cidade este patrimônio que já deveria ter sido tombado e merecido melhor preservação, pois não pertence somente à Alpinópolis, mas à Humanidade.

    Apelo para as autoridades, municipais e estaduais para que conheçam melhor e zelem por este Patrimonio que é de Alpinópolis e que como tal deve ser preservado e que Alpinópolis seja conhecida pelas coisas boas que tem e não por horrores de páginas policiais, que as autoridades acordem enquanto é tempo.
     

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