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20/01/2014 às 19h52

E o tal Rolezinho?

Por Paulo Natir

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Os Rolezinhos, que atualmente fazem um sucesso enorme na mídia brasileira, são encontros marcados por redes sociais (internet) que atraem centenas de jovens a shoppings. Eles entram pacificamente nos locais, mas, depois, segundo as reportagem veiculadas pela TV, costumam promover correria assustando lojistas e freqüentadores do local.

É uma piada muito grande a dimensão que ganhou esse evento. O mais triste é observar uma multidão de aproveitadores de toda ordem surfar na onda da meninada e instalar a anarquia por onde passam.

A turma deveria dar um rolezinho nos hospitais, nos asilos e até lá em Aparecida do Norte (SP). Porém, toda garotada infelizmente é adepta à ostentação. No fundo os rolezinhos são para rapaziada e moçada aparecer.

O ex-ministro da economia Rubens Ricupero, escreveu assim ontem: “O consumismo, a ditadura da mercadoria gerada pelo capitalismo pós-industrial havia privado o homem do senso crítico, reduzindo-o à exclusiva dimensão de consumidor de mercadorias desnecessárias”, Ricupero, é claro, citou o pensador Marcuse, quando ele escreve “Homem Unidimensional”.

O único problema nisso tudo é que os shoppings são propriedade privada. Portanto, é no mínimo uma enorme falta de ética ir em bando promover anarquia em propriedade alheia.

Mas do que isso, a turma aproveita o certo anonimato no meio da multidão e passa a cometer uma série de crimes. Ai o assunto fica mais simples, pois basta os policiais prender os arruaceiros. Na verdade os rolezinhos passaram a ser a “diversão” favorita dos bandidos.

Felizmente a tecnologia tem colaborado muito com a segurança pública. A turminha que promove a anarquia nesses encontros está sendo devidamente filmada e muitos vão arcar com suas atitudes.

Enquanto os rolezinhos chamam atenção da presidente Dilma e até de sua equipe ministerial, no Brasil real o pau canta. Mais uma vez os presídios brasileiros é notícia em todo mundo. Uma carnificina sem prescindentes tomou conta do sistema prisional no Maranhão. No presídio de Pedrinhas, a exemplo de outras penitenciárias do Estado, as facções criminosas se digladiam e literalmente decapitam as vítimas. Essa onda de morte macabra é exposta ao mundo às vésperas do país sediar uma Copa do Mundo de Futebol. Tem base?

Para piorar, nesse momento, imagens de desabrigados das chuvas em várias partes no país invadem redes de TV de todo mundo mostrando ao planeta nosso enorme subdesenvolvimento. São os “Brasis” - um dos países onde a má distribuição de renda ainda via gerar diversos tipos de conflitos, armados inclusive.

Para finalizar, o atual contexto nos remete à velha luta de classes propalada pelo imortal alemão Karl Marx. Muitos se lembram da piramide onde Marx ilustrava as classes A,B e C. Em determinado momento, dizia Marx, a piramide não iria agüentar tanta pressão e explodiria. São os mais variados fenômenos populares que surgem a todo momento em todo país. A turma assalariada sempre sai prejudicada. O contribuinte brasileiro é carente de tantas coisas...e a falta de respeito?

Porém, isso tudo é conversa fiada. Bom mesmo é dar um rolezinho e paquerar umas “minas”. Nossa esqueci que a região não tem shopping. O jeito é ir ao “muro shopping” - que fica atrás do colégio estadual e conferir o movimento naquela região. Cá entre nós, o Brasil é mesmo o país da piada pronta. Pior, o governo federal é o maior comediante canastrão que eu conheço. Pobre povo brasileiro...

PAULO NATIR é Jornalista 

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